2º Júri Simulado acontece dia 10 de junho

junho 9, 2010 - Uma resposta

A Universidade de Fortaleza realiza, no próximo dia 10 de junho, o segundo Júri Simulado deste ano, destinado aos alunos das disciplinas de Introdução à Cíência do Direito, Ciência Política, Sociologia Geral e do Direito. O caso deste segundo Júri Simulado é sobre aborto. A experiência será realizada no Teatro Celina Queiroz, no período da manhã. O objetivo do Centro de Ciências Jurídicas, com essa atividade, é integrar o corpo discente, permitindo a conjunção de teoria e prática, com metodologias diferenciadas e atrativas aos alunos.

SERVIÇO

II Júri Simulado
Data: 10 de junho de 2010
Local: Teatro Celina Queiroz
Horário: de 7h30 às 11h30
Caso: Aborto

Fonte: Unifor Notícias

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Café Debate!

maio 18, 2010 - Leave a Response

8 de MARÇO: um convite à resistência e às lutas!

março 8, 2010 - Leave a Response

NOTA PÚBLICA

08 DE MARÇO – DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

 

O 08 de março faz parte do calendário internacional do movimento feminista. É um dia internacional de luta das mulheres contra todas as formas de opressões, discriminações, em que a luta pela igualdade, liberdade e autonomia se torna a palavra de ordem do dia.  

É um dia simbólico que tem como objetivo dá maior visibilidade às bandeiras de lutas das mulheres que resistem frente à histórica violência sexista, ao capitalismo patriarcal, às demissões em massa das trabalhadoras, à exploração sexual, à desigualdade de salários, ao tráfico de mulheres, mas, sobretudo, a luta contra toda forma de injustiça sócio-ambiental.  

Em 2010, o movimento feminista comemora os 100 anos do Dia Internacional da Mulher. Em 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, Dinamarca, Clara Zetkin propõe que, a exemplo das americanas, começasse a ser celebrado o Dia Internacional das Mulheres. Nos anos seguintes, as comemorações se espalharam pela Europa, mas ainda sem data fixa e única para todos os países, apesar de sempre fazerem referência ao direito ao voto feminino como parte da luta pela emancipação das mulheres. A data do 8 de março aparece em 1917, quando um grupo de operárias russas inicia uma greve geral contra a fome, a guerra e o czarismo, construindo um processo de lutas que deu início à revolução de fevereiro.  

Hoje , o que vemos é que a mídia reproduz o discurso do Governo, com o objetivo de esvaziar politicamente esse dia disseminando a idéia de que as mulheres não têm mais motivos para lutar, que seus espaços já estão garantidos, e que a mulher pode e deve conciliar o ideal de beleza com suas obrigações domésticas e de cuidados. 

SOMOS RADICALMENTE CONTRA A TODA FORMA DE OPRESSÃO!  

Negamos a lógica da heterossexualidade obrigatória, que invisibiliza e criminaliza qualquer outra forma de orientação sexual, como as sofridas pelas lésbicas e bissexuais, por exemplo. 

Negamos a lógica da mulher para o consumo que atinge, sobretudo, as mulheres negras, pobres e jovens exploradas sexualmente e traficadas como mercadorias para a Europa, com o objetivo de lá serem escravizadas e consumidas. 

ESSA É A LÓGICA DO CAPITAL! 

Hoje o mercado de mulheres disputa como uma das atividades econômicas mais lucrativas, só perdendo para o mercado de armas e drogas.

ESSA É A SOCIEDADE QUE QUEREMOS?  

Ou queremos um mundo em que as nossas mulheres, jovens, crianças, idosos, índios, quilombolas, e toda forma de pluralidade e diversidade de formas de vidas sejam vistas e valorizadas como riquezas sociais?  

Nesse sentido, nós do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária Popular – SAJUP, convocamos os estudantes da Universidade de Fortaleza – UNIFOR, para unir forças na luta pela efetivação dos Direitos Humanos historicamente conquistados e reafirmarmos nossa indignação a toda forma de opressão, criminalização e negação da vida.

CONVITE À RESISTÊNCIA E À REBELDIA

fevereiro 13, 2010 - Leave a Response

Daniel_bensain

Uma pequena homenagem a essa grande pensador revolucionário,  ativista social, militante do movimento trotskista, e que deixou seus discípulos revolucionários de luto, mas com um consolidado sentimento de aposta de que um outro mundo é possível, fazendo com que visualizemos um novo horizonte utópico,  e nos intimando a nunca perder nossa capacidade de indignação, rebeldia e resistência.

Bruna Gurgel.

“A esquerda socialista perde um de seus mais brilhantes pensadores em atividade. Faleceu hoje, 12 de janeiro 2010, Daniel Bensaid, filósofo, militante político e dirigente do NPA (Novo Partido Anticapitalista) da França.  Reproduzimos aqui nota publicada por Franciso Louçã, dirigente do Bloco de Esquerda de Portugal sobre a morte de seu companheiro de militância e amigo.  

Nascido em Toulouse há 64 anos, foi um dos dirigentes mais destacados do Maio de 68, sendo um dos iniciadores do Movimento 22 de Março, ao lado de Cohn Bendit e de outros ativistas. 

Fundador da LCR francesa e depois do NPA (Novo Partido Anticapitalista), Bensaid acompanhou directamente a revolução portuguesa colaborando com a LCI e PSR e participando em comícios e outras actividades políticas nos anos de 1974 e 1975 e posteriores. Teve uma intensa cooperação com o Bloco de Esquerda desde a sua criação. 

Publicou vários livros de ensaio político, de debate e de filosofia, sobretudo sobre Karl Marx, Walter Benjamim e o pensamento socialista contemporâneo, e afirmou-se como um dos mais importantes pensadores revolucionários dos anos do combate ao Império, à guerra e ao liberalismo selvagem que é o capitalismo realmente existente. 

Foi também um amigo e um camarada, e lamento profundamente o seu desaparecimento. A paciência impaciente das suas ideias é um convite à resistência e à rebeldia: assim foi Daniel Bensaid, até ao fim, na luta contra a doença como na luta pela vida toda. “

(Francisco Louçã)

Dialogando Boaventura de Sousa Santos

fevereiro 13, 2010 - Leave a Response

Meus caros e minhas caras,

primeiro quero deixar claro meu lugar de enunciação.  Estou adentrando nos estudos/pesquisa do pensamento de BSS , o que me inspirou a trazer esse diálogo para cá.  A principio, sempre tive alguns (pre)conceitos do apego ortodoxo de teóricos , intelectuais , por achar que nenhuma teoria ou conceito , por si só, daria conta de denunciar e transcender a lógica de um modelo dominante. Ratifico esse posicionamento até hoje. Então…

Ao me debruçar insaciavelmente nas reflexões de Boaventura, posso parecer contraditória com o que outrora ratifiquei.  Porém, ficará mais claro ao longo do texto qualquer aparente contradição.

Fazer um diálogo com o pensamento de BSS é algo extremamente desafiador. Um pensador que está sempre em construção, e como o próprio afirma : “pensamento se fazendo[…]” 

Boaventura não se prende a conceitos, utilizando-os como instrumento estritamente vinculados à ação política, que denominamos de PRAXIS.  É um pós-moderno de oposição, e vai além, é pós-colonial, no sentido que considera  que a violência matricial da modernidade ocidental encarna-se no colonialismo”.

Para Boaventura, é preciso que busquemos outro modelo civilizacional , que supere esse modelo tido como único-possível-capitalista-colonialista da modernidade ocidental. É preciso que gritemos com voz alta novas racionalidades, buscando sedimentar um novo senso-comum. Um senso-comum emancipatório.

Agora lanço o primeiro desafio:  O que é emancipação para Boaventura?  Vou mais além, existe um Direito Emancipatório?!

Nesse sentido, este sociólogo lusitano nos convida a refletir  um novo paradigma de ciência como uma forma de conhecimento e uma prática social. Em contraposição a histórica valorização da ciencia desconectada da realidade, das lutas, dos lugares que ele vem a chamar de “SUL” . Sul não como um conceito geográfico e , sim, como uma metáfora do sofrimento humano, do grupos expostos às discriminações, opressões, criminalizações..

É a ciência que nós, dos grupos de assessorias jurídicas populares, tanto lutamos para que seja ,de fato, a valorizada. A Ciencia das realidades sociais. Do Direito achado nas ruas, na capacidade de apreender a ampla riqueza e diversidade da experiencia em todo o mundo.

Outra chave-analítica de BSS é o entendimento do que ele chama de “SOCIOLOGIA DAS AUSÊNCIAS E DAS EMERGÊNCIAS”. 

Com a sociologia das ausências Boaventura traz uma investigação que visa demonstrar que o que não existe é historico-socialmente produzido como não existente. É a invisibilidade proposital a determinados grupos, segmentos, aos socialmentes descartáveis. E com isso, nos impõe o dever de “transformar objetos impossíveis em possíveis e com base neles transformar as ausências em presenças”.  A sociologia das emergências visa romper com o vazio de futuro, nos fazendo enxergar um novo horizonte utópico, capaz de nos fazer ver outras possibilidades ricas, plurais e concretas. É a enunciação do novo, do possível, do AINDA-NÃO em gestação…

Continuarei discutindo o pensamento de Boaventura , tantando fazer diálogos com outras teorias emancipatórias, como o próprio BSS  nos convida a travar esses diálogos, prática essa que  nos ajuda a nos reinventarmos… 

Para não os cansar tanto, gostaria de deixar um último desafio. Sobre uma reflexão posta num dos textos de Boaventura, O FSM em Movimento, em que ele nos intima a refletir quem serão os SUJEITOS POLÍTICOS que levarão por diante as lutas pela paz, pela democracia e por um modelo social, cultural e econômico pós-capitalista?? Quem serão os Sujeitos dessa ruptura

Acho que um dos maiores desafios posto para nós, defensores dos direitos humanos, das lutas sociais, é pensar criativamente uma outra racionalidade civilizatória. É criar um pensamento alternativo das alternativas.

PALAVRA DE ORDEM PARA O MOMENTO: OUSADIA DAS RUPTURAS.

Bruna Gurgel.

Resta mais que repúdio

fevereiro 10, 2010 - Uma resposta

A opressão é violência, agressão, tolhimento. A opressão machuca, impede o desenvolvimento livre do ser humano. Faz com que ele assuma essa opressão em si e sua forma de descarregá-la pode ir da arte à morte.

Nós, classes dominantes, também sofremos opressões, de fato. Porém nunca na mesma proporção de genocídio, de maltrato.

Nós, classes dominantes, respondemos ao descarrego dos oprimidos com mais opressão.

Ora, veja só, não somos muito inteligentes. Parece mais que somos loucos, querendo matar o mal aumentando sua causa.

Nós não damos flores ao assassino de nossos familiares. Mas queremos flores e matamos a família do assassino todos os dias. Somos cúmplices de mortes, incentivamos suicídios, injetamos pensamentos de baixa estima e insignificância em gente como a gente. Tratamo-los como indignos do solo em que pisam, da água potável, de casas boas, de lazer.

Nós? Queremos o melhor lugar na cidade. Eles não podem tê-lo, não deixamos. Eles são feios e sujos e precisam continuar assim para que nós continuemos assim. Achamos normal tira-los de suas casas, de perto de seus vizinhos, trabalhos, escolas, familiares, onde conheciam tudo e fincaram raízes, onde tinham acesso a qualquer canto e tinham seu lazer, sua religião. Achamos normal tirar todos esses oprimidos de suas casas e manda-los para além das periferias das cidades, perto de seus inimigos, perto de desconhecidos, para morarem em caixinhas de fósforo onde não há água, lazer, trabalho, carinho, dignidade. Achamos normal criar campos de concentração para pobres, punir mais a criança, o adolescente, o pobre, o diferente do que a ideologia dominante nos faz crer ser “normal”, rechaçamos as lutas sociais, repugnamos a miséria e achamos normal querer mais para nós e menos para os outros.

Os outros? Quem são? Aqueles invisíveis? Aqueles invisíveis que são feitos da mesma carne que eu?

Nos pautamos pela negativa, pelo punir, reprimir, limitar, tolher, oprimir, individualizar, privatizar, prender.

Conto a todos nós, belíssima classe opressora: as pedras gritam por liberdade! Os corações dos homens que tratamos como coisas gritam por liberdade. Gritam para que paremos de fechar os olhos para a sociedade que criamos e alimentamos. Gritam para que paremos de achar que a culpa é de qualquer outro, pois “o outro sou eu”. Gritam por consciência, por verdade e justiça. Por luta.

Chega de opressão!

 

Gabriela Zaupa

Planejamento SAJU 2010.1.1

janeiro 27, 2010 - Leave a Response

O SAJU estava em Planejamento, indagorinha!

Durante os dias 21 e 22 de janeiro de 2010 aconteceu a primeira parte de nosso planejamento de 2010.1, muito a se pensar, muito a se (des)construir.

Encaminhamentos: Somos um anel de tucum bem forte que ninguém parte, é um ciclo que não se quebra. Somos movimento. Somos risos, lágrimas, human@s de luta, somos Sajuan@s!

OS DIAS DA COMUNA

dezembro 23, 2009 - Leave a Response

Considerando nossa fraqueza os senhores forjaram
Suas leis, para nos escravizarem.
As leis não mais serão respeitadas
Considerando que não queremos mais ser escravos.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e com canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.

Consideramos que ficaremos famintos
Se suportarmos que continuem nos roubando
Queremos deixar bem claro que são apenas vidraças
Que nos separam deste bom pão que nos falta.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.

Considerando que existem grandes mansões
Enquanto os senhores nos deixam sem teto
Nós decidimos: agora nelas nos instalaremos
Porque em nossos buracos não temos mais condições de ficar.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.

Considerando que está sobrando carvão
Enquanto nós gelamos de frio por falta de carvão
Nós decidimos que vamos toma-lo
Considerando que ele nos aquecerá
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos, de agora em diante
Temeremos mais a miséria do que a morte.

Considerando que para os senhores não é possível
Nos pagarem um salário justo
Tomaremos nós mesmos as fábricas
Considerando que sem os senhores, tudo será melhor para nós.
Considerando que os senhores nos ameaçam
Com fuzis e canhões
Nós decidimos: de agora em diante
Temeremos mais a miséria que a morte.

Considerando que o que o governo nos promete
Está muito longe de nos inspirar confiança
Nós decidimos tomar o poder
Para podermos levar uma vida melhor.
Considerando: vocês escutam os canhões
Outra linguagem não conseguem compreender
Deveremos então, sim, isso valerá a pena
Apontar os canhões contra os senhores!

Bertolt Brecht

Encontro Regional da RENAP

dezembro 23, 2009 - Leave a Response

Encontro Regional da Rede Nacional de Advogad@s Populares. Ocorreu dos dias 26 a 28 de Novembro.

Dia 26/11(19 horas)

Controle Social do Poder Judiciário-

Palestrante: José de Albuquerque Rocha, pós-doutor pelas universidades de Paris II e de Londres.
Debatedor:   Newton Albuquerque, doutor em Direito Constitucional  pela Universidade de Fortaleza

Dia 27/11 (9 horas)

Da Teoria Crítica do Direito ao Positivismo de Combate

Palestrantes:Christianny Diógenes, mestre em Direito Público pela UFC
Elmano de Freitas, membro da Rede Nacional de Advogadas e Advogadois
Polulares

Dia 27/11(14 horas)

Desigualdade Social no NE e o papel do Estado

Palestrante: Aécio Oliveira, mestre em Economia e doutor em Sociologia pela UFC

Dia 27/11(17 horas)

Oficina da RENAP-CE ( Modelo de Desenvolvimento )

Faciliatadora: Soaraya Vanini Tupinambá- mestrado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente – UFC

Dia 28/11 (9 horas)

Oficina da AATR (Transposição do São Francisco)

Facilitadores: Ana Cacilda e Eduardo

Manhã- 11 horas

Oficina RENAP-PE- Defensores de Direitos Humanos

Facilitador: Roberto Efrem, Professor da Universidade Federal da Paraíba

Tarde- 14 horas

Oficina RENAP- PI (Acesso á Justiça)

Tarde – 17 horas

Oficina da RENAP – PB (Quilombolas)

Facilitador; Eduardo Fernandes, professor da Universidade Federal da Paraíba

Dia 29/11- (manhã)- plenária final


ENNAJUP 2009

dezembro 23, 2009 - Leave a Response

SOBRE O ENCONTRO

Anualmente, a Rede Nacional de Assessoria Jurídica Universitária realiza um encontro, o ERENAJU – Encontro da Rede Nacional de Assessoria Jurídica Universitária – reunindo projetos de AJUP de todo o Brasil, integrantes ou não da rede. O ERENAJU é o principal espaço de integração, troca de experiências e deliberação de tais projetos de extensão.

O ERENAJU é onde os projetos de AJUP debatem a atuação da RENAJU a nível nacional e decidem acerca das ações que serão realizadas pela Rede através dos núcleos participantes, em seus respectivos estados. Essas ações são baseadas no princípio norteador da Rede, a atuação junto aos movimentos sociais populares.

Na intenção de aprofundar a discussão regionalmente e como desdobramento do ERENAJU, o Encontro Norte-Nordeste de Assessoria Jurídica Universitária e Popular (ENNAJUP) surgiu aproximando os projetos de pesquisa e extensão em AJUP das regiões norte e nordeste, pela proximidade e especificidade das demandas sociais que estas regiões possuem. Há, portanto, uma necessidade de debater e dar uma atenção diferente dos núcleos de AJUP da região, como em outras regiões do Brasil os núcleos também o fazem.

Assim, o ENNAJUP tem o objetivo de discutir a melhor forma de inserir a campanha nacional da RENAJU, renovada anualmente no ERENAJU, em suas lutas locais, além promover a formação em Assessoria Jurídica Popular (AJP), integrar os núcleos de AJUP dessas regiões, socializar experiências, provocar novos debates e fomentar a pesquisa em AJP.

JUSTIFICATIVA

O Encontro Nacional de AJUP tem como finalidade discutir nacionalmente os problemas, os anseios e os objetivos dos Projetos, como as suas lutas em comum além de promover estudos e pesquisas no campo da Assessoria Jurídica.

Regionalmente, o norte e o nordeste têm problemas mais sensíveis e diferentes das outras regiões brasileiras. Vivemos no Nordeste, por exemplo, um momento de grande luta pelo meio ambiente, envolvendo questões de Racismo Ambiental e de ocupação incorreta do solo, destruindo áreas de preservação ou causando impactos irremediáveis ao meio ambiente.

Também temos em constante discussão na região questões sobre moradia. Tomando a região metropolitana de Fortaleza como exemplo, seu déficit habitacional é de, aproximadamente, 170 mil unidades habitacionais, ou famílias. Uma realidade assustadora que envolve também a discussão sobre políticas públicas, como Plano Diretor e a participação do povo na criação da legislação municipal, além da efetivação das mesmas.

Discutimos, junto a isso, a legitimidade dos movimentos sociais na efetivação dos direitos humanos, na pressão política que eles causam ao governo para que a realidade social desigual instaurada no país não se mantenha. Discussão que envolve a criminalização dos movimentos sociais pelos grandes grupos econômicos brasileiros, historicamente bastante fortes na região, através da mídia e da propagação cultural, e a má interpretação sobre a luta e a militância por causas sociais, numa constante tentativa de legitimação destas.

ENNAJUP – 2009 – FORTALEZA-CE

O IV ENNAJUP acontecerá em Fortaleza de 29 de outubro e 02 de novembro. Diante do contexto social da capital cearense, onde a desigualdade socioeconômica e a criminalização dos movimentos populares são crescentes, onde as IES públicas e privadas mantêm o status quo, reproduzem preconceitos e oferecem um ensino viciado, alienante, dissociado da pesquisa e da extensão, além de distante da realidade social local e nacional. Vê-se a importância da realização desse evento em Fortaleza, pois além de fortalecer as AJUPs existentes na cidade e fomentar a criação de novos núcleos, trará para dentro da Universidade debates acerca de temas muitas vezes ‘esquecidos’ nos currículos universitários, sobretudo nos cursos de direito, como educação popular, movimentos sociais e a própria efetivação de direitos fundamentais, constitucionalmente assegurados, entre outros.

O ENNAJUP propõe, portanto, a discussão de temas como universidade, extensão universitária, educação popular, movimentos sociais, direitos humanos em perspectivas diferentes das normalmente vistas. Pretende, ainda, estimular a pesquisa, através do I Encontro de Pesquisa do ENNAJUP, a ocorrer durante o encontro, com momento especialmente destinado a este em sua programação.

A RENAJU realiza uma campanha anual, que consiste em diversas ações – seminários, debates, oficinas etc. – feitas pelos projetos dentro ou fora das IES. A cada ano o tema da campanha é escolhido no ERENAJU de acordo com os conflitos sociais mais latentes, identificados pelos estudantes ali reunidos.

Esse ano, diante da crescente criminalização dos movimentos sociais populares e mais ainda das camadas pobres da população brasileira, foi escolhido como tema de sua campanha nacional “O Combate à Criminalização da pobreza”.

O IV ENNAJUP pretende discutir esta temática de forma transversal durante todos os momentos do evento, em debates, nas oficinas paralelas e no encontro de pesquisa, tendo, por isso, como tema “IV ENNAJUP – Contra a Criminalização da Pobreza”.